A HISTÓRIA

 

DO KARATE-DO

 

Por Milton Asada

Introdução:

Karate-do - "Caminho das mãos vazias."

 

A palavra “DO” expressa o “caminho” espiritual que o praticante de KARATÊ trilha e mãos “vazias” significa filosoficamente o vazio da mente para aprendizagem, o vazio do pensamento negativo que atrai: ódio, violência, mentira, ciúme, doença, desonestidade, vaidade, egoísmo, tristeza, vício, aflição, delinqüência e traição.

O Karatê surgiu da necessidade de defender-se dos invasores chineses inicialmente e rebelar-se contra os japoneses posteriormente.

No caminho para aprendizagem o KARATECA deve seguir regras que são: disciplina, respeito, educação, desenvolvimento de força física e técnica, junto com a filosofia como:

 

  1. Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é vencer;
  2. Quando certificar com tristeza, que não sabe nada, terá feito seu primeiro progresso no aprendizado;
  3. Nunca se orgulhe de haver vencido a um oponente, quem você venceu hoje, poderá lhe derrotar amanhã. A vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância;
  4. O KARATECA não se aperfeiçoa para lutar, luta para aperfeiçoar;
  5. O KARATECA é aquele que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e perseverança para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes;
  6. Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros KARATECAS;
  7. Praticar KARATÊ é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo a obedecer com justeza. O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.

 

 

Capítulo I:

Princípio das Artes Marciais

 

Formas de AUTO-DEFESA  são provavelmente, tão antigas quanto a espécie humana.

A história do KARATÊ como as demais Artes Marciais atuais têm suas raízes mais remotos nos séculos V e VI antes de Cristo, quando se encontra os primeiros indícios de lutas na Índia. Esta luta era chamada  “Vajramusthi”, na tradução literal significa “Punho Direto” ou “Punho Real”. O Vajramusthi era uma Arte Marcial desenvolvida pela casta guerreira da Índia, chamada KSHASTRYA. É uma Arte Marcial que se desenvolve simultaneamente com a meditação e o estudo dos antigos clássicos sagrados da Índia antiga, tais como os Vedas, O Gita, os Puruna. Tem por objetivo tanto a defesa pessoal, quanto a saúde física e o despertar espiritual.

SIDARTHA GAUTAMA, que era príncipe e como tal pertencia à casta guerreira dos KSHASTRYA, aprendeu o VAJRAMUSTHI como parte da educação militar. Em torno de 520 ªC. , abandonou o Palácio e tornou-se “O BUDHA”, como peregrino, viajou por toda a Índia ensinando o BUDISMO, e também o VAJRAMUSTHI, visando a unificação da mente e o corpo.

Quase 1.000 anos depois da morte de BUDHA nasceu BODHIDHARMA (também conhecido como DARUMA TAISHI em japonês), filho do Rei SUGHANDA e portanto príncipe da casta KSHASTRYA, que também abandonou tudo para tornar-se monge, aprendeu o VAJRAMUSTHI de um velho e famoso mestre dessa arte chamado PRAJNATARA.

Em 520 D.C., BODHIDHARMA, tornou-se 28º Patriarca Budista, fundador do Budismo de Contemplação (DHYANA), conhecido como ZEN (nome dado pelo japoneses), viajou à China para ensinar a nova filosofia budista no Templo SHAOLIN  que significa Floresta Jovem (SHORINJI em japonês). A lenda conta que quando ele chegou, encontrou os monges do Templo numa condição de saúde tão precária, devido as longas horas que eles passavam imóveis durante a meditação, que ele imediatamente se preocupou em melhorar a saúde deles.

O que ele ensinou foi uma combinação de exercícios de respiração profunda, Yoga e uma série de movimentos como a ”As Dezoito Mãos de Lo Han” (Lo Han foi um famoso discípulo de BUDA). Esses ensinamentos foram reunidos com as técnicas do Vajramusthi e as técnicas existentes na China em um só e os monges logo se descobriram capazes de se defender contra os muitos bandidos nômades que os consideravam uma presa fácil.

Com o tempo, a prática dessa nova forma de luta como meio de desenvolvimento físico e espiritual fez com que o Templo de Shaolin se tornasse famoso não como Centro de Meditação Zen, mas como escola de Arte Marcial sem armas, onde recebeu o nome de KUNG FU SHAOLIN.

Os ensinamentos de BODHIDHARMA são reconhecidos pelo historiadores como a base de um estilo de arte marcial chamado KUNG-FU SHAOLIN.

Haviam dois Templos SHAOLIN, um na Província de HONAN e outro em FUKIEN. Entre 840 e 846 D.C. ambos os Templos, assim como muitos milhares de Templos menores foram saqueados e queimados. Isto foi supervisionado pelo Governo Imperial Chinês que na época tinha uma política de perseguição e importunação sobre os BUDISTAS devido a prática do KUNG FU dentro dos Templos com objetivos de rebelião. Os TEMPLOS  de HONAN E FUKIEN foram mais tarde reconstruídos  somente para serem destruídos por completo pelo MANCHUS durante a dinastia MING de 1.368 a 1.644 D.C. temendo a força dos lutadores de Kung Fu Shaolin. Somente cinco monges escaparam, todos os outros foram massacrados pelo imenso exército MANCHU.

Os cincos sobrevivente tornaram-se conhecidos como “OS CINCO ANCESTRAIS”. Eles vagaram por toda a CHINA, cada um ensinando sua própria forma de KUNG-FU. Considera-se que este fato deu origem aos cinco estilos básicos de KUNG-FU: TIGRE , DRAGÃO, LEOPARDO, SERPENTE E GROU.

No desenvolvimento e evolução do Kung Fu, surgiram vários estilos, sendo que atualmente existem aproximadamente 360 estilos.

                  

BODHIDHARMA, 28º PATRIARCA DO BUDISMO, recodificou o Kung-Fu chinês no Templo Shaolin.

Considerado pelos japoneses como o “Pai do Karatê”.

 

Capítulo II:

Princípio do Karatê

 

No domínio chinês na Ilha de Okinawa (Ryu kyu) no século passado, havia uma lei que proibia o porte de e o uso de qualquer  arma. Sendo assim, o povo para se defender, praticava a arte marcial chinesa que foram levados pelo mestres de Kung Fu Shaolin que imigraram para a Ilha, mesclado com a técnica de luta existente em Okinawa surgiu uma nova forma de combate, que inicialmente recebeu o nome de TODE que significa Mãos Chinesas, e mais tarde de Okinawa Te que significa Mãos de Okinawa.

Quando o domínio chinês foi substituído pelo domínio japonês, as leis contra o uso de armas foram mantidas e o Okinawa-Te continuou tendo a sua evolução, diversificando com o nome de acordo com a cidade que eram praticados, assim formando os três principais núcleos em Okinawa que foram desenvolvidos os três estilos, que eram nas cidades de SHURI, NAHA E TOMARI. TE significa mão, por isso cada estilo tinha o nome de sua cidade acrescido de TE  tais como: SHURI-TE, NAHA-TE E TOMARI-TE.

O primeiro deles foi SHURI-TE ensinado por SAKUGAWA (1.733 – 1.815), que ensinou Sokon “Bushi” Matsumura (1.796 – 1.893), e que por sua vez ensinou Anko Itosu (1.813 – 1.915). Foi Itosu  o responsável pela introdução da arte nas escolas públicas de Okinawa. Shuri-Te foi o precusor dos estilos japoneses que eventualmente vieram a se chamar Shotokan, Wado-Ryu e Isshim Ryu, e parte do estilo Shito-Ryu.

Naha-Te tornou-se popular devido aos esforços de Kanryo Higaonna (1.853 – 1.916). O principal professor de Higaonna foi Seisho Arakaki (1.840 – 1.920) e seu mais famoso aluno foi Chogun Miyagi (1.888 – 1.953). Miyagi também foi à China para estudar.  Ele  mais tarde desenvolveu o estilo conhecido  hoje por Goju-Ryu. Kenwa Mabuni unificou os estilos Shuri-Te e Naha-Te criando o estilo Shito-Ryu.

Tomari-Te foi desenvolvido juntamente por Kosaku Matsumora (1.829 – 1.898) e Kosaku Oyadomari (1.831 – 1.905). Matsumora ensinou Chokki Motobu (1.871 – 1.944) e Oyadomari ensinou Chotoku Kyan (1.870 – 1.945) – dois dos mais famosos professores da época. Até então Tomari-Te era largamente ensinado e influenciou tanto Shuri-Te como Naha-Te.

 

Kanryo Higashiona, estilo Naha-Te originou o estilo Goju-ryu e Ankoh Itosu, estilo Shuri-Te originou os estilos Shotokan, Wado-ryu e outros.

 

 

Capítulo III:

KARATÊ MODERNO

 

Os grandes mestres que difundiram o Karatê no Japão vieram de Okinawa, com os estilos Naha-Te (Shorin) e Shuri-Te (Shorei). Do Naha-Te (Shorin) saiu o estilo Goju-ryu e do Shuri-Te (Shorei), os estilos como Shotokan e Wado-ryu.

No século passado, depois da restauração  Meiji, um homem chamado Motobu Tinki que treinando com a natureza se tornou um exímio lutador, assombrou o Japão demonstrando o poderio do seu Karatê. Estava no Japão um lutador russo, peso-pesado, quase dois metros de altura, desafiando os melhores lutadores japoneses. Motobu Tinki foi escolhido como primeiro a lutar com o grandalhão russo. A luta começa. Motobu Tinki em posição Kamae. O russo tenta atacá-lo, Motobu esquiva-se e desfere um Seiken no plexo  do lutador que tosse e se afasta. Avança novamente e leva outro Seiken no plexo, cai de bruços expelindo sangue. A multidão estava boquiaberta.

O russo morreu três dias depois no navio. Após esse combate o povo japonês  começou a  se interessar pelo Karatê de Okinawa.

Gichin FUNAKOSHI (1.869 – 1.957), nascido em Okinawa, estudou e sistematizou o seu conhecimento de Okinawa-Te cientificamente, denominando-a KARATÊ (mãos vazias), sendo considerado Pai e Fundador do Karatê Moderno.

Foi em 1.916 que Funakoshi depois de estudar os métodos de combate da Ilha de Okinawa, fez sua primeira demonstração em Kyoto e posteriormente em 1.922 em Tókyo na presença de apaixonados das Artes Militares e do Judo. Houve encontros entre Jigoro Kano (criador do Judo e da Kodokan) e Funakoshi. O próprio Pai do Judo, convidou Funakoshi para apresentar-se na sede da Kodokan na presença dos mais notáveis mestres da época. O próprio Kano pediu que lhe ensinasse algumas técnicas de Karatê. Mais tarde foi convidado pelo Governo para administrar aulas e difundir sua arte. Ensinava nas Universidades e em 1.936 fundou a “NIHON KARATÊ KYOKAI” para ensino dessa modalidade que ficou conhecida por  “SHOTOKAN”.

Indubitavelmente, deve-se atribuir a Funakoshi o Moderno Karatê ou Karatê esporte, pois através de sua influência manteve-se inalterado o Do (caminho espiritual) do Karatê-Do, baseado no fundamento ético-filosófico Budista, que no Japão é conhecido como Zen. A razão disto é que para Funakoshi,  esta arte era algo mais do que uma simples arte de combate. Através de suas próprias palavras podemos tirar esta conclusão: “Como sobre a face polida de um espelho se reflete tudo que está diante dele, e como um vale calmo transmite os sons mais doces, assim o estudante de karatê deve ter seu espírito livre de egoísmo e das coisas materiais, num esforço por reagir a tudo que pode parecer adverso a ele”.

FUNAKOSHI dava ênfase ao fato de que seu método dava oportunidade de chegarmos à verdade filosófica. Assim a encontramos no Zen Budismo, como no Budo (caminho da perfeição humana através de uma arte marcial). Até uma idade avançada, ele fazia seus Kata (exercícios formais representados de maneira encandeada) com perfeição de estilo. Foi quem primeiro aplicou o estilo de treinamento moderno. Sua técnica era avançada, bem mais do que a da Ilha de origem, baseando seu método na arte da defesa, seus movimentos em posição alta e seus ataques eram fortes e longos. Seu trabalho de síntese, classificação, racionalização das técnicas e estilos, foi sem precedentes na história.

Com o advento da Guerra, as coisas se modificaram. Mestres morreram em combates. Outros ficaram no interior, ensinando duramente a população, para fazer frente a um desembarque aliado. Então o karatê ensinado era um tanto selvagem, estando muito distante daquele karatê espiritual de outrora. É indubitável que a Guerra deixou raízes profundas, e o karatê ensinado naquela ocasião, diferiu um pouco do seu sentido primordial. É certo que todos que foram submetidos naquela época àquele tipo de treinamento, ficaram mais acurados, pois esta é uma arte guerreira.

Este período trouxe o desenvolvimento do karatê mas também um grande número de estilos. Funakoshi fundou a primeira Federação de Karatê em 1.948. Após a sua morte, seus alunos abriram suas próprias academias. Não tardou que  disputas mesquinhas surgissem, tentando cada um fazer prevalecer o seu estilo. Este estado de coisas foi até 1.964 nas Olimpíadas. Foi então criada a Zen Nippon Karatê Renmei, mas não foi o suficiente para um congraçamento total.

Apesar das discordâncias, o karatê continuou a sua evolução. A essa altura dos acontecimentos, o Karatê já era praticado em outros países. Como tudo que tem valor, não tardou que esta nobre arte surgisse em outros recantos do mundo.

 

MESTRE GICHIN FUNAKOSHI

Pai do Karatê moderno e fundador do estilo SHOTOKAN

 

 

Capítulo IV:
Estilos

 

Os 4 maiores Estilos praticados no mundo:

  • SHOTOKAN – Fundador Mestre Gichin Funakoshi
  • WADO-RYU – Fundador Mestre Otsuka Hironori
  • GOJU-RYU – Fundador Mestre Chogun Miyagi
  • SHITO-RYU – Fundador Mestre Kenwa Mabuni

 

Os estilos menores:

  • Matsubayashi-Ryu – Fundador Mestre Soshin Nakamine
  • Shorin-Ryu – Fundador Mestre Chosin Chibana
  • Uechi-Ryu
  • Kenyu-Ryu

O Karatê tornou-se uma modalidade desportiva graças ao grande Mestre Gichin Funakoshi que harmonizou as formas e movimentos dos Katas e lutas. (Apesar de que ele era contra as competições, pois acreditava que iria deturpar o Karatê).

 

 

Capítulo V:

Karate no Brasil

 

Os primórdios do Karatê do Brasil remontam ao ano de 1908, com a chegada ao Brasil dos primeiros imigrantes japoneses, a maioria se instalando em São Paulo, primeiro no interior e depois na Capital do Estado, colocando assim esse Estado como pioneiro do karatê brasileiro.

  • Durante décadas, professores vindos da terra mãe ensinaram a “arte da mão vazia” aos jovens nipônicos e aos poucos brasileiros que se interessavam.
  • Só em 1956 o professor Mitsuke Harada organizou a primeira academia na rua Quintino Bocaiúva, no centro da capital paulista. Seguindo o exemplo de Harada, outros mestres de Karatê Fundaram suas academias: Juichi Sagara em São Paulo, Yasutaka Tanaka e Sadamu Uriu, no Rio de Janeiro, Higashino em Brasília e Eisuku Oishi, na Bahia.
  • Em 1960 o professor Shikan Akamine fundou a Associação Brasileira de Karatê, em São Paulo, e a partir daí essa arte começou a crescer em qualidade e número de adeptos no país. Atualmente contam-se mais de 3000 (três mil) e cerca de 150.000 (cento e cinqüenta mil) praticantes, distribuídos pelas Federações estaduais, filiadas às várias Confederações Brasileira de Karatê.
  • A partir de 1972 as equipes brasileiras de Karatê começaram a ganhar destaque internacional. Naquele ano fomos campeões mundiais com Luiz Watanabe e no ano seguinte, vice-campeões novamente com Luiz Watanabe; no mesmo ano, 2º lugar por equipes no Primeiro Campeonato Pan-Americano, realizado no Rio de Janeiro.
  • Seguem-se campeões por equipes, vice-campeão individual com Ugo Arrigone Neto e terceiro lugar com Antonio Fernando Pinto, no 2º Campeonato Pan-Americano em 1974.
  • Em 1977 o Brasil terminou entre as oito equipes primeiras colocadas no Mundial de Tókyo; no ano seguinte, bi-campeão por equipes no Pan-Americano de Montreal, e em 1981, vice campeão sul americano em Buenos Aires.
  •  Atualmente há vários atletas de destaque internacional,não será citado nomes, pois inúmeros atletas.
  • Em 1983 o Brasil conquistou o quarto lugar no campeonato mundial realizado no Egito, e em 1985conquista o Tri-campeonato Pan-Americano no Rio de Janeiro.
  • Em 1986 o Brasil conquista segundo lugar com José Carlos de Oliveira no mundial da Austrália. Temos também os títulos de  campeãs mundiais com Carla Ribeiro de Distrito Federal e Maria Cecília do Rio de Janeiro.
  • O Karatê brasileiro, embora pouco levado em conta pelos meios de comunicação no Brasil, é altamente respeitado internacionalmente por suas múltiplas conquistas em todas as competições de que participou, tanto em nível individual, quanto por equipes.

 

 

Capítulo VI:
Conclusão

 

A arte do Karatê  é um caminho à perfeição humana, em que o homem tenta chegar à calma de espírito criando uma paz interior, o “vazio” do qual nos fala o Zen Budismo, deixando-nos livres, tanto da cobiça, da ambição, do ódio e da inveja.

É um engano pensarmos que as Artes Marciais ensinem a luta, a briga, ou maus caminhos. Muito pelo contrário, nele aprende-se o bom caminho, a humildade e o amor à própria vida.

 Não poderemos pensar em dissolução da mente e da técnica. Na perfeição ambas são “uma” em um estado indissolúvel.

Não há ação perfeita ou movimento equilibrado sem existir mente e gesto.

Quem teme perder já está vencido. Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, com sabedoria e sobretudo, com muita humildade.

É somente lutando pela união do espírito e do corpo, que chegaremos à perfeição total. Em lugar de tentarmos colher as glórias em disputas, começaremos a procurá-las em nós mesmos. Em nossas lutas contra o orgulho, mesquinhez, contra a intolerância e a maldade.

O que significa então, que é uma “LUTA CONSIGO MESMO” contra o seu próprio interior!